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Entenda a crise da Americanas: A empresa vai fechar?

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Entenda a crise da Americanas: A empresa vai fechar?

Entenda a crise da Americanas, a empresa sacudiu o mercado nos últimos dias depois que seu chefe executivo, Sergio Rial (ex-Santander), renunciou apenas dez dias depois de tomar posse. 

Descubra o que aconteceu com o comerciante em cinco pontos. A nova diretoria contratada para fixar o balanço da empresa foi bem recebida pelo mercado. 

A declaração não se debruçou sobre as “contradições” encontradas, e os analistas ainda estão pesando as implicações.

As Americanas

Fundada em 1929 por John Lee, Glen Matson, James Marshall, Batson Borger (americano) e Max Landesmann (austríaco), Lojas Americanas é uma das maiores cadeias de varejo do Brasil, com mais de 1700 lojas.

Em 2021, a empresa se fundiu com a empresa de comércio eletrônico B2W, que já possui várias plataformas, incluindo Americanas.com, para criar o conglomerado Americanas SA, que inclui tanto o comércio físico quanto o virtual.

Hoje, a Americanas (AMER3) está atraindo a atenção de investidores, acionistas e reguladores após revelar uma dívida contábil de R$ 20 bilhões que aumentou a dívida total da empresa de R$ 19,3 bilhões, resultando em R$ 40 bilhões em dívidas. Mas também há consumidores esperando para ver como essa bagunça, que ameaça a credibilidade da empresa, se desenrola.

Entenda a crise da Americanas: o que aconteceu?

A informação chave é que após anunciar sua aposentadoria da empresa, Sergio Rial emitiu uma declaração ao mercado anunciando uma lacuna de R$ 20 bilhões nas demonstrações financeiras da empresa, gerando a crise da Americanas. 

Uma análise interna indicou então que a dívida poderia chegar a R$ 40 bilhões. A empresa pagou ao vendedor por triangulação com o banco, mas o pagamento não foi feito no valor correto, levando a atrasos. 

Em outras palavras, a Americanas descobriu que o valor de bilhões nos nove meses de 2022 e anos anteriores está deturpado no balanço da empresa.

As ações da Americanas (AMER3) foram leiloadas até as 13h45 de hoje. Os leilões são “mecanismos de sobrevivência” que suspendem o comércio normal para acalmar períodos de alta volatilidade do mercado acionário. 

A comercialização foi suspensa para a liberação do novo relatório oficial da empresa. Em tais casos, este é o procedimento padrão B3. 

Na sexta-feira (13), um juiz decidiu, referindo-se a uma dívida potencial de 40 bilhões de dólares e referindo-se a uma liminar.

As ações do varejista caíram 38,41% para fechar a sessão de hoje a R$ 1,94, bem abaixo dos R$ 12 antes dos escândalos contábeis da empresa. 

As ações da empresa participaram de vários leilões durante o dia e o Ibovespa se mostrou o mais fraco na segunda-feira, com o índice terminando a um mínimo de 1,54%, em 109.212 pontos.

A Americanas foi à falência?

Não. A empresa continuará a operar e vender produtos em lojas físicas e digitais, embora esteja passando por custos e reavaliações financeiras. 

De acordo com fontes do mercado, é provável que a americana precise de um processo de cobrança legal, mesmo que os credores concordem em refinanciar a dívida. 

A empresa poderia receber doações dos principais acionistas, o trio de sucesso da Ambev de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. 

Mas a nova oferta pública, denominada processo de acompanhamento, também deve fazer parte da estratégia de recuperação da empresa.

Reorganização judicial

A Americana teve 30 dias para decidir se implementaria uma reestruturação legal. Este é um processo legalmente garantido que obriga uma empresa falida a pedir a cobrança e renegociação de dívidas para evitar a falência enquanto ainda tem tempo de pagar todas as dívidas aos credores. 

“As Americanas querem mais a recuperação legal hoje em dia. E é definitivamente contra isso que a BTG está lutando, porque eles querem garantir seus pagamentos”, diz Ricardo Brasil, fundador da Gava Investimentos. “Mas a verdade é que se todos os credores pagassem suas dívidas, As Americanas certamente iriam à falência”. E é para isso que serve esta lei”, explica ele.

Outras empresas brasileiras já passaram por um processo semelhante. Um dos casos mais recentes é o da Telco Oi, que conseguiu retirar-se das negociações com seus credores após seis anos. A reestruturação legal da empresa será concluída em dezembro de 2022. A dívida da operadora passou de R$ 65 bilhões para R$ 22 bilhões no período.

As Americanas é segura para investir e comprar produtos?

Após o anúncio da listagem, o mercado acionário americano caiu e os acionistas ficaram insatisfeitos com a administração da empresa. De acordo com a pesquisa TradeMap, o impacto foi de quase 80% em um dia, a terceira maior queda diária no B3. 

As ações da empresa caíram porque os investidores e os indivíduos da empresa deixaram de acreditar nos fundamentos da empresa.

A queda reflete a crise de reputação da marca, que a fará perder o poder de barganha em fusões e aquisições, por exemplo, se suas ações forem oferecidas a um preço mais baixo do que antes. 

O Procon já notificou a Americana para explicar o impacto da crise financeira da empresa sobre os consumidores. 

A empresa continua empenhada em entregar produtos, cumprir prazos, reembolsar somas em caso de arrependimento (cancelamento dentro do prazo legal), manter boas relações de consumo e cumprir com as obrigações prescritas por lei.

Os varejistas também devem revelar se as reclamações dos consumidores contra a plataforma on-line do Procon estão relacionadas com a falta de fundos da empresa. Cerca de 9.500 reclamações foram apresentadas no ano passado. 

17.1 Respondendo ao Ombudsman do consumidor. Se adquirido on-line, o consumidor pode solicitar o cancelamento antes da entrega do produto ou devolver o produto no prazo de 7 dias.

O que diz a declaração da empresa?

O documento divulgado pela empresa não diz muito sobre o que a contabilidade realmente encontrou, mas explica que a contabilidade “descobriu a existência de acordos de financiamento de compras do mesmo tamanho (R$ 20 bilhões) devidos pela empresa a instituições financeiras que não foram devidamente refletidos” nas demonstrações financeiras nas contas dos fornecedores”. 

crise da Americanas
Crise da Americanas

Acho que o estudo do TradeMap Einar Rivero mostra que o prejuízo na crise da Americanas chega a R$ 20 bilhões corresponde ao valor de mercado do Magazine Luiza, que valia R$ 20 Bilhões no fechamento das negociações de quarta-feira, R$ 20 bilhões e da Lojas Renner R$ 20,22 bilhões.

Os americanos perderam R$ 8,37 bilhões em valor de mercado somente na quinta-feira. O valor da empresa foi de R$ 10,8 bilhões. Agora 2.4 bilhões de reais.