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Quais documentos são necessários para abrir um negócio

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Quais documentos são necessários para abrir um negócio

Os empreendedores que desejam abrir seu próprio negócio devem cuidar de alguns documentos necessários para abrir um negócio sem problemas. Para muitas pessoas, essa é a pior parte, a burocracia tira, muita das vezes, o ânimo de abrir um negócio. Portanto, é importante planejar com antecedência e entender a lista completa de documentos.

Nos últimos anos, o empreendedorismo tem se tornado um projeto de vida cada vez mais popular no Brasil. Os principais documentos para a criação da empresa: CNPJ, CPF, título de eleitor, comprovante de residência e endereço comercial. 

Para ajudar os novos empreendedores que não sabem por onde começar, respondemos a todas as suas perguntas sobre os documentos necessários para abrir uma empresa. Nós o orientamos da melhor maneira.

Quais documentos sao necessarios para abrir um negócio

Antes de tudo, ao listar todos os elementos mencionados no parágrafo anterior, você poderá obter todos os documentos necessários para constituir uma empresa e iniciar as operações.

Documentos pessoais

Quando você decide abrir uma empresa, é muito importante manter seus documentos pessoais separados dos de seus sócios. Isso torna todo o processo mais fácil e rápido. Confira abaixo:

  • Cópia autenticada do RG (carteira de identidade) ou da carteira de motorista.
  • Cópia geral do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
  • Se você for solteiro, cópia de sua certidão de nascimento. Se for casado, cópia de sua certidão de casamento atual.
  • Se for o caso, forneça uma cópia de sua licença de uma autoridade reguladora, como o Conselho Regional de Contabilidade (CRC), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ou o Conselho Regional de Engenharia (CRE).
  • Última declaração de Imposto de Renda (IR);
  • Uma cópia simples do comprovante de endereço.

Documentos da futura empresa

Mesmo antes de iniciar um negócio, você deve ter algumas informações importantes. Ao formalizar seu negócio, é uma boa ideia ter todos os documentos físicos prontos para evitar problemas. Confira abaixo:

  • Uma cópia simples do certificado de sede registrada; esse documento não é necessário se estiver localizado no mesmo local que o endereço do investidor;
  • Nome da empresa;
  • Atividades da empresa no CNAEs registrado;
  • IPTU.

Documentos para o processo de abertura da empresa 

Primeiramente, a abertura de uma empresa requer documentos importantes, você precisa passar por vários processos para preencher os documentos necessários para abrir uma empresa. Saiba mais sobre cada um deles.

Contrato Social

Esse documento é uma espécie de certidão de nascimento da empresa. Ele é necessário para empresas em que dois ou mais empreendedores desejam formar uma empresa. Ele também inclui as atividades realizadas, o modelo de negócios da empresa e o regime tributário escolhido.

Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica

O processo de registro do CNPJ pode ser feito totalmente on-line por meio do Portal da Receita Federal. Sendo assim, os empresários devem fornecer informações sobre seus estabelecimentos, incluindo serviços prestados, detalhes dos sócios, endereço comercial e outras informações relevantes.

Registro na Junta Comercial 

Ao abrir uma empresa, o registro na Comissão de Comércio é muito importante. É aqui que a sua empresa é criada no mercado e, se você quiser produzir bens ou prestar serviços, deverá registrar a sua empresa.

Inscrição Estadual

Outro documento importante para a criação de uma empresa é o registro estadual. O registro estadual permite que as empresas se registrem para o Imposto sobre Bens e Serviços (ICMS). Dessa forma, a empresa pode vender para todas as partes do país.

Alvará de Funcionamento

A autorização de funcionamento, conhecida como alvará, concedida pelo município, permitindo que as empresas operem de acordo com a legislação. No entanto, para requerer esses documentos, é preciso apresentar o CNPJ da empresa, o contrato social autenticado e assinado, os documentos pessoais dos sócios.

Alvará da Vigilância Sanitária

Por último, as empresas envolvidas em atividades ligadas à saúde, como alimentos, produtos naturais ou cosméticos, precisam submeter uma solicitação ao CMVS (Cadastro Municipal de Vigilância Sanitária).

Quanto custa para abrir uma empresa?

Um profissional autônomo pode iniciar seu negócio praticamente a custo zero, usando seus próprios meios. No entanto, é normal ter de enfrentar diferentes tipos de despesas antes de começar, mas afinal qual o custo para abrir uma empresa?

Capital social inicial

O ideal Capital Social de uma empresa considera a estimativa dos recursos necessários para abrir e operar. Sendo assim, o Capital Social é utilizado para iniciar e sustentar as operações da empresa até que ela comece a gerar receitas suficientes para se sustentar de forma independente.

Aluguel de instalações comerciais

Se um local comercial (ou mais de um) for aberto, além do aluguel ou depósito, é necessário pagar licenças, alvarás de funcionamento, etc. Os impostos locais devem ser levados em conta.

Investimento inicial

Obras ou reformas, móveis, compra de mercadorias, equipamentos e aplicativos de computador, seguros, serviços profissionais, etc.

Custos trabalhistas

Para o empresário, o pagamento mensal de sua contribuição para o seguro social é obrigatório. Sendo assim, para cada funcionário, seu salário e a parte da contribuição ao INSS serão somados.

Dicas para abrir uma empresa

Contudo, já vimos que os documentos são necessários para abrir um negócio, mas abrir um negócio não se trata apenas de despesas ou documentação, é também muito importante fazer uma análise serena e profissional das possibilidades de sucesso. Aconselhamos um bom planejamento prévio para que tudo seja o mais bem planejado possível desde o início.

Aqui estão algumas dicas:

  • Analisar bem o perfil dos possíveis clientes – Onde eles estão, como chegar neles, o que estão procurando, o que precisam ou o que vamos oferecer.
  • Testar o produto – Você pode procurar um canal de distribuição externo para lançar as primeiras unidades, pegar opiniões e verificar a receptividade do público.
  • Estudar diferentes opções de financiamento – São necessárias fontes de financiamento confiáveis e eficientes, não apenas bancos.
  • O mais importante é concentrar-se, desde o início, nos fluxos de caixa – dinheiro que entra e dinheiro que sai. O ponto de equilíbrio baseia-se na conversão de vendas em dinheiro o mais rápido possível. Nossa plataforma de crowdfunding é uma boa alternativa para isso.
  • Calcule o melhor momento para se registrar – Para fins fiscais, você deve evitar o final do trimestre, que já o obriga a apresentar declarações de impostos. Além disso, é necessário ver como o setor se movimenta e seus períodos de pico de demanda.
  • Planeje um horizonte de tempo para avaliar a viabilidade do produto – Portanto, não perca a perspectiva, seja realista e esteja preparado para mudar tudo o que não estiver funcionando.

Fundos Imobiliários (FIIs): Como Escolher o Fundo e Investir?

Fundos Imobiliários (FIIs): Como Escolher o Fundo e Investir?

O investimento em Fundos Imobiliários (FII) pode ser uma opção interessante para diversificar a sua carteira financeira. Estes fundos destinam recursos para grandes empresas, favorecendo a diversificação entre os inquilinos e diminuindo o risco associado a flutuações na distribuição de rendimentos.

Dada a variedade de opções de investimento atualmente disponíveis, há muitos investidores novatos confusos sobre o desempenho de determinados ativos. Considerado uma boa opção, um fundo de investimento imobiliário (FII) é um ativo utilizado para investir em bens imobiliários.

Sendo assim, com esse objetivo em mente, desenvolvemos um guia completo que abrange todos os pontos necessários para selecionar um fundo e um investimento.

O que são fundos imobiliários? 

Antes de tudo, os fundos imobiliários são portas para investimento que democratizam o acesso ao mundo dos imóveis. Imagine fazer parte de uma equipe de investidores que ajudam a possuir e administrar imóveis. É exatamente isso que os fundos imobiliários fazem.

Esses fundos funcionam como fundos mútuos, mas em vez de se concentrarem em ações ou títulos, eles se especializam em imóveis. Eles reúnem capital de diversos investidores e investem em uma variedade de propriedades, desde prédios de apartamentos a shopping centers e complexos de escritórios.

A maior vantagem dos fundos imobiliários reside na acessibilidade a investidores com diferentes perfis financeiros para adentrar ao fascinante mundo do mercado imobiliário. Não sendo necessário investir altos valores para participar ativamente desse setor. Além disso, os investimentos são distribuídos entre diversos ativos, resultando em uma efetiva dispersão do risco.

É importante ressaltar que esses fundos são administrados por especialistas do setor, portanto, você não precisa ser um especialista em imóveis para participar. A equipe de gestão cuida da aquisição, do desenvolvimento e da gestão dos ativos para que você possa aproveitar os benefícios do investimento imobiliário.

Vantagens de investir em FII

Os FIIs oferecem uma ampla variedade de investimentos e podem atrair um perfil diversificado de investidores. As 4 principais vantagens de um fundo imobiliário são:

  • Diversificação: permite o investimento em uma variedade de propriedades, reduzindo o risco associado a um único investimento.
  • Profissionalismo: gerenciado por especialistas no mercado imobiliário, oferecendo uma abordagem profissional para a seleção e o gerenciamento de propriedades.
  • Acesso ao mercado: facilita a entrada de investidores com orçamento menores que, de outra forma, não teriam condições de adquirir propriedades por conta própria.
  • Liquidez: em muitos casos, os fundos oferecem a possibilidade de comprar ou vender unidades em intervalos regulares.

Desvantagens de investir em FII

Apesar dos benefícios, vale a pena considerar as desvantagens associadas a esse tipo de investimento. As principais são:  

  • Retornos variáveis: os retornos podem estar sujeitos a flutuações no mercado imobiliário e na administração do fundo.
  • Taxas: Pode haver taxas de administração e outros custos associados ao investimento em fundos.
  • Falta de controle direto: os investidores não têm controle direto sobre as decisões de investimento e gestão de propriedades.

Como funcionam os fundos imobiliários?

Uma forma de investir em imóveis sem ter que desembolsar uma grande quantia de dinheiro é comprar cotas de fundos de investimento imobiliário, onde cada gestor impõe um preço dependendo do tipo de fundo e do projeto.

Os fundos imobiliários funcionam com o mesmo princípio dos fundos de investimento, ou seja, são constituídos com um património composto pela contribuição de um grupo de participantes, sejam pessoas singulares ou coletivas, que é administrado por uma empresa ou gestor de fundos, que cobra uma comissão percentual. 

Estas sociedades gestoras são normalmente empresas com uma vasta experiência no setor imobiliário, que, conhecendo as variantes do mercado, conseguem uma gestão com uma maior rentabilidade de capital para os investidores.

Os investimentos podem ser feitos em vários ativos do setor imobiliário, desde o desenvolvimento de projetos e imóveis já construídos como centros comerciais, hospitais, edifícios comerciais, entre outros.

Em termos de liquidez, estima-se que seja necessário esperar entre 3 a 5 anos para recuperar o capital investido, pois este tipo de fundo é pouco líquido devido ao tempo que demora a construir, arrendar ou vender o imóvel.

Como escolher um fundo de investimento imobiliário? 

Primeiramente, investir em fundos de investimento imobiliário pode ser uma ótima maneira de diversificar seu portfólio e acessar o mercado imobiliário sem a necessidade de comprar um imóvel físico. Entretanto, com tantas opções disponíveis, como escolher o fundo certo para você? Aqui estão seis dicas para ajudá-lo a tomar uma decisão informada:

Defina suas metas financeiras

Antes de escolher um fundo, estabeleça suas metas de investimento – você está procurando uma renda estável ou um crescimento de longo prazo? Isso o ajudará a determinar qual tipo de fundo se alinha melhor com suas metas.

Considere sua tolerância ao risco

Avalie quanto risco você está disposto a correr. Alguns fundos podem ter um perfil de risco mais elevado devido ao seu foco em desenvolvimento ou propriedade comercial.

Pesquise o histórico do fundo

Examine o desempenho anterior do fundo e veja como ele lidou com diferentes condições de mercado. Isso pode lhe dar uma ideia de sua capacidade de lidar com desafios econômicos.

Analise o tipo de propriedades em que ele investe:

Diferentes fundos se concentram em diferentes tipos de propriedades (comerciais, residenciais, hotéis, etc.). Certifique-se de que o foco do fundo corresponda às suas preferências e expectativas.

Analise os custos associados

Examine as despesas do fundo, como taxas de administração e outros encargos. Esses custos podem afetar seu desempenho a longo prazo.

Tenha um consultor financeiro

Portanto, se você tiver dúvidas ou não tiver certeza de qual opção é a melhor para você, considere a possibilidade de procurar orientação de um consultor financeiro. Ele pode fornecer informações importantes e ajudá-lo a tomar uma decisão informada.

Considerações Finais

Contudo, os FIIs ou fundos imobiliários são uma excelente maneira de capitalizar o crescimento desse setor. Tudo isso sem ter que se preocupar com proprietários, IPTU, burocracia e os encargos associados à compra, venda e aluguel de uma casa. 

E, é claro, o início é muito mais acessível. Enquanto a aquisição de um imóvel requer algumas centenas de milhares de reais, as cotas dos fundos imobiliários têm um custo de partida de apenas R$90 nas corretoras de investimentos!

As Diferenças Entre Buyer Persona e Público-Alvo

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As Diferenças Entre Buyer Persona e Público-Alvo

Na comunicação empresarial, é crucial determinar a quem estamos direcionando nossa mensagem. Você sabe diferenciar entre Buyer Persona e Público-Alvo? Caso não esteja familiarizado com esses termos, é comum dizer que se referem à mesma coisa.

No entanto, essa percepção está distante da realidade. A verdade é que são dois tipos distintos na elaboração de uma estratégia de marketing. Contudo, quando criadas em conjunto, podem aprimorar a compreensão da base de clientes.

A seguir, destacamos o conceito de público-alvo, abordaremos o que são buyer personas e destacamos as diferenças entre eles.

Buyer Persona e Público-Alvo

Esses dois conceitos podem parecer semelhantes, mas são diferentes no contexto do marketing. Embora tenham muitas características em comum, é importante entender as principais diferenças para fazer boas campanhas de marketing, saiba mais sobre cada uma delas.

Público-alvo

Um público-alvo é uma segmentação demográfica e comportamental de um grupo de pessoas que uma empresa tem como clientes em potencial para seu produto ou serviço. As estratégias de marketing se concentram neste grupo. Ao definir seu público-alvo, é importante considerar os seguintes dados:

  • Idade
  • Gênero
  • Localização
  • Formação educacional
  • Poder de compra
  • Classe social
  • Hábitos de consumo

A definição do público-alvo foi, por muito tempo, a primeira etapa na criação de uma estratégia de marketing, quando eram escolhidos os públicos para cada um dos produtos.

Buyer persona

Imagine planejar sua estratégia de marketing digital para o próximo ano e ver que seu público-alvo é definido apenas por gênero, idade e status socioeconômico.

Isso é relevante, mas é apenas o começo para conhecer as pessoas que você está tentando alcançar, pois há muitos fatores que podem alterar as preferências do seu público-alvo.

Os compradores são a resposta para a compreensão de todos esses fatores e fornecem a chave para conhecer seus clientes em um nível mais profundo. Dessa forma, você pode determinar o que é necessário para fazer com que os clientes notem sua marca e os atraiam para ficar.

Portanto, para definir uma buyer persona, pense em dados como:

  • Idade;
  • Emprego;
  • Hábitos pessoais;
  • Decepções;
  • Desafios;
  • Crenças;
  • Hobbies;
  • Hábitos;
  • Hábitos de compra;
  • Mídia que usam;
  • Quem os influencia;
  • Quais tecnologias eles usam;
  • Onde eles pesquisam informações;
  • O que eles consideram ao decidir comprar;
  • Onde estão no processo de compra.

Para o mesmo produto ou serviço, você pode criar diferentes perfis de buyer personas. Para isso, é importante considerar se seus clientes são grupos importantes em termos de número, poder de compra e função na realização de seus objetivos.

Qual é a relação entre Buyer Persona e Público-Alvo?

Antes da popularização das buyers personas, o público-alvo era a principal ferramenta para entender sua base de clientes. Mas, à medida que as buyers personas crescem, o público-alvo fica para trás e muitas pessoas se perguntam: os buyers personas substituíram o público-alvo?

A resposta, claro, é não.

Embora as buyer personas sejam mais populares do que os públicos-alvo, não devem substituí-los. Em vez disso, os dois devem trabalhar juntos em seu plano de marketing. Você pode pensar no público-alvo como sua primeira etapa. Ao criar um público-alvo, você reduz o conjunto geral de compradores potenciais a um grupo mais gerenciável. A partir daí, defina a buyer persona para segmentar ainda mais esse grupo.

Como resultado desse processo, você terá o público-alvo para mostrar sua base geral e também terá suas buyer personas de clientes para ajudá-lo a alcançar segmentos dessa base.

É claro que talvez você nem sempre tenha tempo ou recursos para definir sua buyer persona. Nesse caso, um público-alvo é um bom substituto nesse meio tempo, fornecendo pelo menos algum nível de informação.

Quais são os benefícios de trabalhar com um ou outro?

Cada um desses conceitos tem suas vantagens, estes são os benefícios mais importantes:

  • Garantir a presença de uma variedade de grupos-alvo: Na maioria dos casos, uma marca terá uma variedade de grupos que usam seu produto ou serviço. A definição do grupo-alvo ajudará a empresa a saber quais compradores deve considerar ao desenvolver sua estratégia
  • A capacidade de desenvolver a identidade e a linguagem da empresa: o resultado é uma produção de conteúdo mais personalizada, uma compreensão da linha do tempo das atividades, bem como a identificação de mudanças e melhorias a serem feitas em seus produtos ou serviços.

A criação de buyer personas é mais direcionada. Portanto, os benefícios de trabalhar com elas são diferentes do público-alvo.

  • Ao se concentrar no “mapeamento” de personas, você pode se aproximar da verdade que orienta o processo de criação da sua estratégia de marketing. Isso o ajudará a evitar o desperdício de recursos, como a criação de um ótimo conteúdo que não engaje as pessoas. 
  • Diferentemente dos públicos-alvo, as buyer personas podem ser usadas em qualquer estágio do processo de vendas e marketing, inclusive no desenvolvimento de novos produtos e/ou serviços.
  • Além de uma linguagem mais equilibrada, as empresas têm uma compreensão clara de quais redes sociais devem investir, quais formatos de conteúdo desejam e quais estratégias de cross-sell e up-sell são mais adequadas.

Por que Buyer Persona e Público-Alvo são importantes?

Identificar o seu público-alvo é fundamental para orientar o caminho da sua empresa, pois possibilita a identificação de nichos de consumidores para desenvolver a estratégia mais adequada. Além disso, auxilia na definição da identidade organizacional e no tom de comunicação adotado.

Ao compreender os compradores, estabelecemos uma conexão mais próxima com aqueles que adquirem nossos produtos ou serviços. Isso desempenha um papel crucial no desenvolvimento da estratégia, especialmente quando estamos introduzindo novos produtos ou serviços no mercado.

Por último, no âmbito do marketing digital, é valioso possuir uma compreensão clara de como aproveitar as mídias sociais. Isso inclui identificar quais tipos de conteúdo são mais utilizados, quais temas despertam interesse e quais formatos são mais consumidos pelos usuários.

É crucial destacar que esses conceitos são complementares e ambos desempenham papéis importantes na elaboração de uma estratégia eficaz. Portanto, se essas informações forem benéficas, compartilhe-as com sua equipe para alcançar os resultados desejados.

Buyer Persona e Público-Alvo (Foto - Pexels)
Buyer Persona e Público-Alvo (Foto – Pexels)

Considerações Finais

O público-alvo e a buyer persona são dois conceitos que têm diferenças tênues. De fato, eles são complementares. Portanto, é importante conhecer as diferenças entre eles para definir e executar estratégias de marketing precisas para a empresa.

Guia Para Criar Sua Reserva de Emergência

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Guia Para Criar Sua Reserva de Emergência

Você sabia que pode economizar dinheiro quando trabalha no final do mês? Uma reserva de emergência é o valor que você deve manter em investimentos de fácil acesso para lidar com gastos imprevistos. É crucial prever situações de instabilidade financeira e ter habilidade para gerenciar eventos inesperados.

Economizar uma quantia substancial para emergências ou eventos imprevistos é uma prática que deveria ser essencial. Para calcular esse valor, identifique as economias necessárias para cobrir meses de despesas fixas usando investimentos de liquidez diária, como CDBs, Títulos Públicos Selic, Fundos DI ou Poupança.

Mas quanto devo economizar na reserva de emergência, como calcular, como organizar as finanças para começar a reserva? No artigo de hoje, veremos tudo:

O que é reserva de emergência? 

Uma reserva de emergência é a quantia de dinheiro que você separou para cobrir despesas imprevistas ou inesperadas. Isso te ajuda a cobrir despesas inesperadas e te tranquiliza quando uma situação real de gastos inesperados acontecer.

Considerado economia de alguns meses em investimentos seguros, conservadores e adequados à reserva de emergência para momentos de necessidade. Há muitas opções para investir. Além disso, é um investimento de curto prazo porque se destina a situação emergencial. 

É claro que ninguém quer algo caro e inesperado, mas você pode ter certeza de que, se isso acontecer, o dinheiro não será um problema.

Quanto investir na reserva de emergência?

Uma dúvida comum entre os investidores casuais é quanto dinheiro eles devem reservar para esse fim. A maneira antiga de calcular sua reserva de emergência é multiplicar sua renda mensal pelo número de meses.

Lembre-se de que, se sua renda for variável, você precisará de uma reserva. Os autônomos, diferentemente dos funcionários com contrato formal, não podem receber benefícios como seguro-desemprego, indenização por demissão ou depósitos, portanto, precisam economizar mais dinheiro. 

E quantos meses você deve considerar? A resposta depende das circunstâncias de cada pessoa. Recomendamos 3 meses, idealmente de 6 a 12 meses. Isso permite que você se mantenha por um período de tempo se sua renda for afetada, por exemplo, se você perder o emprego.

Como calcular a reserva de emergência?

É bem tranquilo calcular o seu fundo de emergência. Quando estiver organizando o seu orçamento pessoal ou empresarial, levando em conta todas as despesas, você terá um montante mensal. Aí, é só reservar uma quantia equivalente a três vezes esse valor como uma pequena contribuição para o seu fundo de emergência. Simples assim!

Dando um exemplo, se você gastar R$2.000 por mês, o ideal é ter uma reserva de emergência de R$6.000 (R$2.000 x 3 = R$6.000).

José Falcão Castro, da Easynvest, sugere que o ideal é ter um fundo de emergência equivalente a seis vezes suas despesas mensais, garantindo assim a sustentação do seu padrão de vida por meio ano. 

Portanto, nas condições do exemplo anterior, seria necessário um fundo de emergência de R$12.000,00 (R$2.000 x 6 = R$12.000,00) para cobrir as despesas previstas ao longo de seis meses.

Como começar a reserva de emergência? 

Quando se trata de calcular as reservas financeiras, muitos consideram o processo um tanto impreciso. Para alguns, equilibrar as contas ao final do mês e economizar é um desafio. Então, como tornar a reserva de emergência mais viável? 

Descubra como um planejamento financeiro sólido pode simplificar a criação de uma estratégia de poupança. Explore estas dicas para organizar suas finanças e estabelecer um fundo de emergência.

Desenvolver um hábito de poupança

Criar um fundo de emergência de qualquer tamanho é mais fácil quando você já tem o hábito de economizar, pois essa é uma das maneiras mais rápidas de ver o dinheiro crescer. Se você ainda não tem o hábito de poupar, há alguns pontos fundamentais:

  • Estabeleça uma meta – Definir uma meta para suas economias pode ajudá-lo a se manter motivado. Nesse caso, criar um fundo de emergência para proteger seu bolso contra imprevistos pode ser uma meta alcançável que o ajudará a manter-se consistente. Lembre-se de que, para atingir esse objetivo, você precisa incluir essa economia em seu orçamento!
  • Programe ou automatize suas economias – Há várias maneiras de economizar e, como você lerá abaixo, fazer transferências automáticas ou criar bolsos em sua conta poupança é geralmente uma das maneiras mais fáceis de evitar gastos. Se essa opção não for viável para você, reserve uma quantia específica de dinheiro a cada dia, semana ou quinzena e, se conseguir economizar mais de tempos em tempos, verá esse dinheiro crescer ainda mais rápido.
  • Acompanhe seu progresso – Encontre uma maneira de verificar o andamento da reserva de emergência – você pode anotar o total das contribuições no seu orçamento ou configurar notificações para informá-lo sobre o saldo da poupança. Isso é importante porque acompanhar o seu progresso pode ser incentivador para continuar.
  • Comemore seus sucessos – Se você criar o hábito de economizar, reconheça o que conseguiu e receba o crédito por isso, pois é algo exclusivamente seu. 

Quem deve implementar essa estratégia? Qualquer pessoa, especialmente aquelas com renda fixa e estável.

Gerencie bem seu fluxo de caixa

Quando falamos de fluxo de caixa, estamos nos referindo especificamente a quando o dinheiro entra (receita) e sai (despesa). Quando essas duas ações não são bem planejadas e sincronizadas, é quando, no final do mês, ficamos sem um centavo no bolso ou endividados. 

Por esse motivo, é importante controlar nosso dinheiro, identificar com o que estamos gastando e tomar medidas corretivas a tempo de melhorar nossas finanças pessoais e poder reservar parte do dinheiro. 

Por outro lado, se você perceber que o problema é ter de pagar todas as suas contas ao mesmo tempo e que, no final, acaba pagando juros de atraso porque seu salário não está de acordo com essas datas, converse com seus credores, como o proprietário do imóvel ou o banco do cartão de crédito, e organize melhor as datas de vencimento de suas contas.

Quem deve implementar essa estratégia? Qualquer pessoa, pois é um passo importante no gerenciamento do dinheiro e das finanças pessoais, quer você viva do dia a dia ou tenha um emprego fixo. Mas especialmente se você tiver tendência a gastar demais.

Aproveite as oportunidades de economizar 

Todos nós contamos com certas épocas em que recebemos mais dinheiro, seja um bônus, um trabalho extra ou final do ano com décimo terceiro, aproveite essas épocas para economizar parte do dinheiro e avançar mais na criação do seu fundo de emergência.

Quem deve implementar essa estratégia: Todos, especialmente aqueles com renda variável. Portanto, se você recebe dinheiro em ocasiões especiais, é sempre bom considerar reservar uma parte para poupar.‍

Automatize sua poupança

Programar é uma das maneiras mais eficientes de cumprir o objetivo de criar sua reserva de emergência, sem cair em tentações que o atrasam ou o impedem de avançar.  Portanto, configure uma transferência automática agora para que o dinheiro seja depositado em sua conta poupança, conta corrente ou caixinha de economias que você reservou para esse fim.

Quem deve implementar essa estratégia? Qualquer pessoa que tenha uma conta bancária, especialmente aquelas com renda estável.

Economize com a ajuda de sua empresa

Outra maneira de economizar automaticamente é por meio da empresa em que você trabalha. É sempre possível solicitar que, além das contribuições para a seguridade social, sua empresa também aloque parte do seu salário para seu plano de poupança ou aposentadoria voluntária, por exemplo. 

Portanto, se você se sente tentado a gastar seu salário quando o recebe, essa é uma maneira fácil de economizar dinheiro sem ter que pensar duas vezes.

Quando você deve usar sua reserva de emergência?

Estabeleça regras sobre o que significa uma emergência ou uma despesa inesperada para você. Nem todas as despesas inesperadas podem ser consideradas emergências, mas tente seguir as suas regras. Mesmo que não seja uma ida ao pronto-socorro do hospital, você pode precisar usar sua reserva de emergência para pagar uma conta médica não coberta pelo seguro.

Ter um fundo de reserva para cobrir dificuldades financeiras pode evitar que você tenha de recorrer a outras formas de crédito ou empréstimos, que se tornam dívidas. Se você usar um cartão de crédito ou fizer um empréstimo para cobrir esses tipos de despesas, uma emergência única pode se transformar em uma conta significativamente maior do que a conta original devido a juros e taxas.

Entretanto, se você precisar, não tenha medo de usar. Se você gastar o que estava em sua reserva de emergência, comprometa-se a trabalhar para refazer. Ao longo do tempo, a prática de economizar tornará a reserva de emergência cada vez mais fácil.

Décimo Terceiro dos Trabalhadores em 2023: Tire Todas Suas Dúvidas

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Décimo Terceiro dos Trabalhadores em 2023: Tire Todas Suas Dúvidas

O tão esperado décimo terceiro dos trabalhadores em 2023 está chegando. Esse é um dos acontecimentos mais importantes que vai aliviar as finanças de milhares de pessoas. O abono pago aos servidores públicos, aposentados, pensionistas e funcionários públicos teve seu início em 1962, durante o governo de João Goulart.

Você sabe quem vai receber o décimo terceiro dos trabalhadores em 2023? Com a proximidade de novembro, as expectativas aumentam. Além disso, o 13º salário de 2023 agora leva em conta o novo salário mínimo de R$1.320,00 no cálculo, adotado em maio pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Tire todas as suas dúvidas: a data do primeiro pagamento, os critérios de elegibilidade, o valor e o método de cálculo, tudo aqui nesse post.

O que é o décimo terceiro salário?

Antes de tudo, saiba o que é o décimo terceiro dos trabalhadores, também conhecido como abono de natal, é um pagamento mensal adicional dado aos funcionários de uma empresa. O 13º salário, instituído pela Lei 4.090/62 assinada pelo presidente João Goulart em 1962, é uma lei trabalhista que garante o pagamento anual aos empregados com carteira assinada.

A remuneração do trabalho, prevista para o final do ano, não é apenas uma recompensa para os trabalhadores profissionais, mas também uma forma de revitalizar a economia nacional, especialmente durante a época do Natal. Se um empregado trabalhar para uma empresa durante um ano, o bónus é equivalente a um mês de salário.

Como calcular o décimo terceiro salário?

Agora que você já conhece o benefício, veja como calcular. O custo de cada 13º salário que recebe é fácil de calcular. Em tese, todo trabalhador com carteira assinada tem direito a um mês de salário líquido. Em outras palavras, é o valor que você realmente recebe depois de descontar o imposto de renda e o INSS. 

Se trabalhar todos os meses durante um ano, o 13º salário fica igual o último salário. Se ainda não completou o ano, pode fazer os seguintes cálculos:

  1. Abra a calculadora e digite seu salário. Por exemplo, o novo salário mínimo de R$1.320,00. 
  2. Em seguida, divida seu salário por 12 para obter o valor do abono mensal. Ou seja, R$1.320,00 dividido por 12 = R$110. 
  3. Lembre-se de levar isso em conta se recebeu desconto do seu salário nos meses passados devido a faltas, suspensões ou outros motivos. Isso também se aplica a horas extras e trabalho em folgas.
  4. Agora, multiplique o valor da gratificação mensal pelo número de meses trabalhados. Supondo que você trabalhou por 10 meses, R$110 x 10 = R$1100,00.

O valor final é o seu décimo terceiro.

Quando começa a ser pago o décimo terceiro dos trabalhadores em 2023?

A contagem do décimo terceiro salário anual começou dois meses antes do final do ano. Os trabalhadores com contrato formal receberão, como previsto, o seu subsídio de Natal. Contudo, este ano, o subsídio de Natal inicia o pagamento na quinta-feira, dia 30 de novembro. A segunda e última prestação sempre paga até 20 de dezembro.

Quais são as regras do pagamento do décimo terceiro salário?

O décimo terceiro salário é uma gratificação anual paga aos trabalhadores no Brasil. Portanto, veja aqui algumas das principais regras:

  • Pagamento em duas parcelas: Sendo pago normalmente em duas parcelas. A primeira paga até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. 
  • Cálculo da primeira parcela: Para o cálculo da primeira prestação, leve em conta 50% do salário bruto do assalariado, isento dos impostos. 
  • Cálculo da segunda parcela: Com base no salário bruto do trabalhador, menos os descontos da primeira parcela. Esta diferença está sujeita ao Imposto de Renda e à Previdência Social.
  • Parcela única para quem recebe salário variável: Os trabalhadores com salário variável podem optar pelo pagamento de um montante fixo, e a empresa calcula a média anual das suas comissões ou horas extras determinando o décimo terceiro.
  • Férias remuneradas: se um trabalhador assalariado usar as férias remuneradas durante o ano, o período de férias deve ser tido em conta no cálculo do 13.
  • Retenção na fonte: Sobre a segunda parcela incidem os descontos de Imposto de Renda e Previdência Social.

O que a empresa sofre se ela não paga o décimo terceiro?

Se o empregador não pagar o décimo terceiro dentro do prazo previsto na lei, o trabalhador deve exigir o cumprimento dos seus direitos. Para resolver a situação, a pessoa afetada deve, em primeiro lugar, contatar o departamento de recursos humanos da empresa ou um representante dos pagamentos no setor privado ou órgão público.

Se a situação não for resolvida e a empresa se recusar a conceder as prestações, o trabalhador pode comunicar o fato ao Ministério do Trabalho e do Emprego, que investigará a questão. Os empregadores que violarem a lei estão sujeitas a pagar multas, além dos salários dos seus trabalhadores.

As empresas podem estar sujeitas a multas se o pagamento for atrasado, por exemplo, se a data de pagamento for um feriado ou final de semana o pagamento deve ser adiantado. As empresas não são obrigadas a pagar mensalmente a todos os trabalhadores, mas devem cumprir o prazo legal de pagamento em duas prestações.

Décimo terceiro dos trabalhadores em 2023 (Foto Pexels)
Décimo terceiro dos trabalhadores em 2023 (Foto Pexels)

Décimo terceiro para aposentados

Contudo, o pagamento do abono anual do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aconteceu em maio e junho. O investimento federal neste período foi de 62,7 bilhões de reais. Estão circulando informações falsas sobre um suposto pagamento adicional. Este ano, não haverá outro pagamento para os aposentados e pensionistas do INSS.

Em resposta à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o INSS informou que não estão previstos pagamentos adicionais aos segurados até o final do ano. Normalmente efetuados no segundo semestre de cada ano, em agosto e novembro. 

Ao todo, 32,5 milhões de beneficiários receberam o pagamento do décimo terceiro dos trabalhadores 2023 em duas parcelas. Nesse ano, os beneficiários da Previdência Social que receberam auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão têm direito ao benefício.

Sendo assim, o adiantamento do 13º salário para os beneficiários do INSS e pensionistas não é considerado um pagamento adicional para os beneficiários. Trata-se apenas de um adiantamento do abono anual a que têm direito uma vez por ano.

Deflação: Causas, Consequências e Como Combatê-la

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Deflação: Causas, Consequências e Como Combatê-la

A deflação é definida como uma queda generalizada e prolongada no nível de preços de bens e serviços em uma economia. De acordo com os especialistas, essa queda deve durar pelo menos dois semestres. A principal causa desse fenômeno é uma queda na demanda.

Deflação (Foto - Pexels)

A deflação cria um círculo vicioso em que, à medida que a demanda cai, as empresas veem seus lucros caírem, pois precisam reduzir os preços para conseguir vender. Como resultado, elas precisam cortar custos, o que significa que precisam cortar funcionários. Por sua vez, se as pessoas ficarem desempregadas, a demanda continua caindo, pois elas também deixarão de comprar, e assim por diante.

Além disso, esse efeito é acompanhado por um aumento automático na taxa de juros, uma vez que a taxa de juros seria, na verdade, a taxa acordada, mais a taxa de deflação.

O que é deflação? 

Antes de tudo, a deflação é a queda no nível geral de preços de um país, ou seja, o fenômeno econômico oposto à inflação. Para calcular a queda nos preços, o nível de preços de uma cesta representativa de bens e serviços consumidos por uma família vira referência. Geralmente usando o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).

Como você pode imaginar, a queda dos preços é sempre bem-vinda tanto para poupadores quanto para investidores. Entretanto, ela tem consequências negativas para a economia de um país, e é por isso que os governos tomam medidas para combatê-la.

Inflação e deflação como processos

Um aumento pontual nos preços não leva necessariamente à inflação, assim como uma redução pontual nos preços não leva necessariamente à deflação. A palavra-chave é “leva” porque a inflação tem a capacidade de gerar uma nova inflação e a deflação pode levar a uma nova deflação.

Esse processo de inflação que leva a uma nova inflação ou de deflação que leva a uma nova deflação é influenciado de forma crucial pelas expectativas dos agentes econômicos. Por exemplo, se os vendedores esperam que os preços subam, eles podem decidir que é melhor adiar a venda. O mesmo acontece com os compradores quando acham que a deflação tornará a compra mais barata daqui a algum tempo.

Também fundamental para esse processo, no qual a deflação ou a inflação se retroalimenta, é a inter-relação entre os diferentes preços que encontramos na economia. Por exemplo, diante de um aumento prolongado nos preços ao consumidor ou de uma expectativa de aumento, os trabalhadores podem exigir salários mais altos para manter seu poder de compra. 

Esses aumentos salariais elevarão os custos das empresas (já que os salários representam o preço de um dos principais fatores de produção: a mão de obra). Os custos empresariais mais altos acabarão sendo repassados, em maior ou menor grau, nos preços finais dos bens e serviços consumidos. Em última análise, é provável que isso leve a uma inflação mais alta.

Causas da deflação

Por que ocorre a deflação? Há duas causas:

  • Redução da demanda, ou seja, as pessoas estão comprando menos do que antes. Geralmente, isso ocorre devido a uma crise econômica, o que significa que as famílias precisam controlar seu consumo, reduzir seus gastos e, em resumo, gastar menos porque têm menos renda. Nesse contexto, as empresas são forçadas a reduzir seus preços para mitigar a menor demanda. Quando isso acontece de forma generalizada, o nível de preços de um país cai.
  • O excesso de oferta pode ocorrer se as empresas se tornarem mais eficientes, produzirem o mesmo ou mais com menos ou os mesmos recursos, também se houver maior concorrência. Quando o mercado não consegue absorver esse aumento na produção, as empresas são forçadas a reduzir seus preços, sem que isso esteja necessariamente relacionado a uma demanda menor ou a uma qualidade inferior. Um bom exemplo são os produtos tecnológicos. Qualquer dispositivo é mais barato hoje do que era há 10 ou 20 anos, e a razão para isso não é outra senão o excesso de oferta. Porque todo ano são lançados novos produtos e versões mais competitivas do mesmo produto. 

Consequências da deflação

Você se pergunta como a deflação afeta a economia? A deflação tem um impacto negativo sobre um país em termos macroeconômicos, que pode ser ainda pior do que a inflação. Os especialistas concordam que a redução no nível geral de preços gera um círculo vicioso que desestimula a demanda e, consequentemente, reduz as receitas das empresas. 

Isso, por sua vez, faz com que os preços caiam ainda mais. Os consumidores tendem a esperar cada vez mais para comprar porque esperam que os preços caiam ainda mais. Assim, as empresas devem cortar empregos, o que reduz a renda e a demanda das famílias.

Como combater a deflação?

As autoridades consideram qualquer contexto de deflação como perigoso para a economia e, portanto, tomam medidas para evitá-la. De fato, suas políticas têm como objetivo gerar um determinado nível de inflação que seja tolerável para a economia. Especificamente, elas usam políticas monetárias e fiscais:

  • A política monetária consiste em reduzir o valor da moeda. Para isso, os bancos centrais usam liquidez na economia (ou seja, colocam mais dinheiro em circulação) e reduzem as taxas de juros. O objetivo é incentivar os consumidores a gastar mais. Da mesma forma, os investidores e poupadores são levados a querer obter um retorno para compensar a perda de valor de seu capital. Por exemplo, abrindo um depósito a prazo fixo ou comprando títulos do governo.  
  • A política fiscal é outra forma de combater a inflação negativa ou a deflação. Nessa política, várias medidas podem ser tomadas: aumento dos gastos públicos para compensar a diminuição dos gastos privados; redução dos impostos, para que a renda seja maior e os consumidores possam gastar esse dinheiro no setor privado; aumento das transferências, para descentralizar o consumo público. Assim, por meio da política fiscal, os governos tentam equilibrar os gastos públicos e privados.

Entretanto, essas medidas nem sempre são bem-sucedidas no combate ao problema. De fato, nos últimos anos, os principais bancos centrais do mundo têm imprimido dinheiro em um nível sem precedentes, o que pouco tem feito para gerar inflação. Em vez disso, os preços dos ativos, tanto de renda fixa quanto de ações, subiram a níveis recordes, a ponto de muitos títulos públicos estarem sendo negociados com taxas de juros negativas.

Deflação (Foto - Pexels)
Deflação (Foto – Pexels)

Deflação e investimento

A deflação afeta não apenas a economia, mas também os investimentos. Portanto, a redução no nível de preços implica um aumento no valor da moeda. É como se, automaticamente, todos os poupadores, independentemente de terem investido ou não, tivessem obtido um retorno igual ao nível de deflação.

Por exemplo, quando a inflação é de -0,5%, isso significa que o nível geral de preços caiu 0,5% ou, em outras palavras, o poder de compra da moeda aumentou 0,5%. Essa porcentagem é adicionada ao retorno obtido pelo investidor, de modo que, se o resultado de um investimento for de 5%, o retorno real será de 5,5%, dada uma inflação de -0,5%.

Em geral, a deflação beneficia os poupadores e os investidores. Entretanto, como vimos, ela pode ter um efeito contra o mercado de ações e outros ativos de renda fixa, especialmente por causa de seu impacto negativo sobre as principais variáveis macroeconômicas.

Defina Seu Público Alvo em Passos Rápidos

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Defina Seu Público Alvo em Passos Rápidos

Direcionar o tráfego para o seu site o ajudará a aumentar o conhecimento da marca; no entanto, o objetivo final é incentivar os clientes a fazer uma compra. Para fazer isso, você precisa entender seu público alvo.

O público alvo é um grupo de pessoas que provavelmente se interessarão pelo seu produto. Para identificar esse grupo, você precisa avaliar quem são seus clientes atuais e determinar quem você quer como cliente. 

Depois de identificar seu público alvo, você pode personalizar sua estratégia de gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM) para atender às necessidades dele.

O que é um público alvo?

É um grupo específico de pessoas ou empresas que você tem como alvo para vender seu produto ou serviço. Essa seria a persona do comprador de sua empresa ou marca.

Mas por que um grupo específico? Entendemos que nem todas as pessoas têm os mesmos gostos ou as mesmas necessidades; portanto, o produto ou serviço que você oferece não pode satisfazer as demandas de todas as pessoas, mas apenas as de um determinado grupo.

Portanto, esse grupo tem muito mais probabilidade de comprar o que você oferece do que qualquer outro grupo que você possa ter como alvo.

Não definir o público alvo de seu negócio ou empresa gera os seguintes problemas:

  • Você é forçado a aceitar qualquer pessoa como cliente ideal em potencial, esteja ela interessada ou não no que você está oferecendo.
  • Ao acreditar que qualquer grupo de pessoas pode ser um cliente em potencial, você se torna inclusivo demais, o que afeta seu posicionamento no mercado porque você não é conhecido por algo específico.
  • Você também acaba trabalhando com pessoas ingratas, que pechincham seus preços ou que não valorizam seu trabalho, tornando seu trabalho mais difícil.
  • Você também pode cometer o erro de vender o que gosta e da maneira que gosta. Isso nem sempre funciona, pois o que você gosta pode não agradar seus clientes.

Por outro lado, conhecer seu público alvo pode ajudá-lo:

  • Falar na linguagem de seu cliente ideal. Isso significa que você poderá transmitir a mensagem da sua empresa em uma linguagem adaptada ao estilo de vida deles.
  • Preparar um plano de conteúdo com base nas necessidades de seus clientes potenciais, com as informações que eles estão procurando. Isso os atrai para sua empresa.
  • Adapte o que você oferece às necessidades de seus clientes.

Esses são aspectos muito importantes que, sem dúvida, tornarão seu negócio melhor, pois você terá como alvo clientes dispostos a comprar no que você oferece.

Entretanto, para muitos proprietários de pequenas empresas, pode ser um desafio definir bem e corretamente quem é seu público alvo.

Por que é importante definir seu público alvo 

Um bom estudo e análise de seu público alvo é essencial para que sua empresa estabeleça as melhores estratégias para atingir seus objetivos. Vamos dar uma olhada nas principais vantagens de definir com precisão e eficiência o público alvo da sua empresa.

Melhora os resultados das estratégias de marketing digital, adaptando-as a um perfil mais específico. Reduz os custos para a empresa, que não desperdiça recursos em ações voltadas para pessoas que não estão interessadas em seus produtos ou serviços.

Facilita o trabalho dos gerentes de marketing e vendas, fornecendo-lhes informações valiosas sobre a quem se destinam suas ações e estratégias. Melhorar o engajamento, ou seja, a resposta e a participação de clientes em potencial ao receberem mensagens sobre tópicos que são de seu interesse.

Descobrir novos nichos. A realização de uma boa segmentação de mercado permitirá que você identifique nichos de mercado interessantes para desenvolver sua marca e aumentar as vendas.

Defina seu público alvo em passos rápidos

Em primeiro lugar, antes de qualquer ação extra que possa surgir, o que temos de fazer é analisar o produto ou serviço que vamos vender. Sem uma análise prévia, será impossível saber qual é o público alvo, a seguir confira em passos simples como definir seu público alvo.

Analisar redes sociais

O estabelecimento de análises de redes sociais permitirá que você tenha uma visão mais ampla dos gostos e preferências de seus clientes em potencial. Também permitirá que você estude como seus clientes interagem nas redes sociais, quais são as mais usadas e em que horário.

Características do público alvo

Quando estivermos esclarecidos, é hora de analisar o tipo de público alvo. Nesse aspecto, vale a pena analisar a idade, ou seja, a faixa etária das pessoas que vão consumir nosso produto ou serviço; o sexo, se são mais mulheres ou homens; o estado civil, se é um produto para solteiros ou para casados; o estilo de vida, que tipo de rotina têm as pessoas que vão consumir nossos produtos; a localização geográfica, se são todos locais ou também estão no exterior?

Estudar a concorrência

Observar o que a concorrência está fazendo também pode ajudá-lo a definir seu público alvo, entendendo se eles estão atingindo alguns segmentos não considerados anteriormente e quais estratégias estão aplicando para posicionar suas marcas.

Outras características importantes

Embora os passos acima sejam os mais importantes a serem feitos para conhecer o público alvo de uma empresa, há outras perguntas ou características que também é bom saber, como de que lugar eles acessam nosso site, em que horários e quais redes sociais eles mais frequentam.

Considerações Finais

Todos esses aspectos mencionados acima são os que lhe permitirão obter os dados necessários para fazer uma representação do que seria sua buyer persona.

Isso abre a porta para o que seria a correspondência das informações que você tem sobre seu público alvo com as características de seu produto; quanto maior o número de elementos que coincidem entre seu produto e seu público, melhores serão os resultados.

Dessa forma, você terá definido o público alvo que vai atingir. Você conhecerá todos os aspectos relevantes que podem influenciar a maneira como ele vê seu conteúdo e sua empresa, portanto, estará pronto para criar diferentes estratégias de marketing.

Dedique o tempo que for necessário para realizar cada um desses passos, de modo a obter os resultados corretos, pois essa é a principal maneira de alcançar aqueles que realmente estão interessados no que sua empresa oferece.

Por fim, é importante ter em mente que as mensagens que você vai transmitir, seja por meio de suas redes sociais ou por e-mail, devem ser focadas no consumidor; as mensagens e o conteúdo não precisam ser do seu gosto, mas do agrado do público a que se destinam.

Entenda Como Definir um Teto de Gastos de Forma Simples

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Entenda Como Definir um Teto de Gastos de Forma Simples

A saúde financeira está relacionada a como definir um teto de gastos. Para isso, é necessário estabelecer limites consistentes nos ambientes familiares, sociais e de trabalho. 

A maioria das pessoas precisa de uma forma de ver o que está acontecendo com seu dinheiro a cada mês. Definir um teto de gastos pode ajudar a controlar melhor suas finanças e facilitar a economia de dinheiro para seus objetivos. O segredo é encontrar a maneira certa de controlar suas finanças.

Aqui estão as dicas desenvolvidas por especialistas para ajudar você a saber como definir um teto de gastos.

O que significa ser financeiramente saudável?

Embora não exista um número para medir sua saúde financeira, você pode analisar os números de sua vida financeira para avaliar sua situação atual. Com uma boa saúde financeira, você pode garantir uma grande paz agora e no futuro.

Viver sem definir um teto de gastos, por outro lado, pode ser prejudicial à sua saúde física e mental. Sintomas como baixa pontuação de crédito e pouca ou nenhuma poupança podem aumentar seu nível de estresse e causar desequilíbrio emocional. A saúde precária não só coloca você em risco, mas também aqueles que dependem de você.

Se quiser trabalhar para melhorar sua saúde financeira, você pode aplicar seus bons hábitos a algumas áreas de sua vida financeira:

Crédito

As pessoas com um teto de gastos prestam atenção ao seu crédito. Um bom crédito permite que você faça empréstimos quando deseja e precisa investir.

Seu histórico de crédito e sua pontuação de crédito são boas medidas de sua saúde financeira, o que pode ajudá-lo a ser aprovado rapidamente para novos créditos e outros empréstimos com as melhores taxas de juros disponíveis.

Gastos não planejados

É fácil tirar proveito dos altos limites do cartão de crédito e acumular dívidas comprando itens que você não precisa no momento.

No entanto, tomar emprestado mais do que você pode pagar é um sinal de inflação no estilo de vida e pode levar a pagamentos de dívidas em ciclo vicioso, que podem consumir toda a sua renda.

Poupança

As famílias com boa saúde financeira têm economias de emergência e economias de longo prazo para metas financeiras importantes. Os fundos de emergência devem cobrir um mínimo de três a seis meses de despesas se você tiver um emprego estável.

Aposentadoria

Poucas pessoas querem trabalhar para sempre e, por mais que você queira, essa não é uma alternativa muito saudável. Um bom plano de aposentadoria lhe dá uma data específica para parar de trabalhar e viver a aposentadoria que deseja.

Se você é autônomo e ainda não pensou em sua aposentadoria, uma boa dica é começar a contribuir para um plano de previdência o mais rápido possível.

Seguros

O seguro é um plano de reserva financeira para o inesperado. Grandes despesas médicas, acidentes de carro ou incêndios domésticos levaram muitas pessoas à dívidas sem um bom seguro.

Ter um plano de contingência futuro não apenas economiza dinheiro, mas também lhe dá tempo de resposta, o que é fundamental para lidar com qualquer imprevisto da forma mais rápida e eficiente possível.

Como definir um teto de gastos de forma simples

Saber como definir um teto de gastos é essencial, pois é a maneira de proteger e ser responsável de suas finanças, a seguir confira dicas que vão te ajudar nessa jornada.

Defina metas realistas

Antes de começar a analisar as informações que você tem monitorado, prepare uma lista de suas metas financeiras de curto e longo prazo. As metas de curto prazo devem levar de um a três anos para serem atingidas e podem incluir coisas como a criação de um fundo de emergência ou o pagamento de dívidas de cartão de crédito. 

As metas de longo prazo, como economizar para a aposentadoria ou para a educação de seu filho, podem levar décadas para serem atingidas. Lembre-se de que suas metas não precisam ser fixas, mas identificá-las pode motivá-lo a permanecer dentro do seu orçamento. Por exemplo, pode ser mais fácil cortar despesas se você souber que está economizando para as férias.

Gastar mais do que ganha

Gastar mais do que ganha é um problema que pode afetar significativamente um teto de gastos. Para resolver essa situação, é essencial estar ciente de seus gastos e identificar para onde o dinheiro está indo. Uma das principais causas desse problema é a falta de um orçamento claro e bem definido.

Para pôr fim a esse ciclo de gastos excessivos, sugerimos fazer um exercício semanal que consiste em registrar detalhadamente todas as suas despesas. Depois disso, revise cuidadosamente cada uma delas e avalie sua real necessidade, eliminando aquelas que você não considera necessárias. 

Definir um teto de gastos, de acordo com sua renda, também é essencial para controlar suas finanças. Ao saber quanto dinheiro está entrando e saindo de seu bolso, você poderá tomar decisões financeiras mais conscientes e evitar o endividamento.

Não conhecer sua capacidade de endividamento

A capacidade de endividamento é a porcentagem de nossa renda que podemos usar para pagar uma dívida, seja um empréstimo ou despesas que foram excedidas em um determinado mês. Ela é chamada de capacidade de uma pessoa adquirir dívidas sem colocar sua saúde financeira em risco.

Em geral, recomenda-se que essa capacidade de endividamento esteja entre 30% e 35% de sua renda, mas antes de fazer o cálculo, é preciso subtrair dessas despesas todas as despesas básicas que você tem, por exemplo, aluguel, alimentação, serviços públicos, transporte etc.

Veja um exemplo: 

Suponha que uma pessoa, João, tenha uma renda mensal de R$3.000 e despesas mensais de R$1.500. Queremos calcular sua capacidade de endividamento usando a fórmula:

  • Capacidade de endividamento = (Renda – Despesas) x 0,30

Substituindo os valores de João na fórmula:

  • Capacidade de endividamento = (R$ 3.000 – R$ 1.500) x 0,30
  • Capacidade de empréstimo = R$1.500 x 0,30
  • Capacidade de endividamento = R$450

A capacidade de endividamento do João é de R$450. Isso significa que, com base em sua renda e despesas atuais, ele poderia gastar até R$450 adicionais em dívidas por mês sem exceder 30% de sua capacidade de endividamento.

Não ter suas despesas identificadas

Para dar os primeiros passos na elaboração de um orçamento, a melhor coisa a fazer é conhecer nossas despesas, como as fixas e as variáveis.

Lembre-se de que as despesas fixas são aquelas que representam uma necessidade, por exemplo, aluguel, alimentação, transporte, serviços públicos etc. (geralmente são também aquelas que você paga periodicamente).

Por outro lado, as despesas variáveis são aquelas que podem mudar à medida que as consumimos, como: serviços de streaming, entrega de comida, sair com os amigos etc.

Não tenho dinheiro para isso

Saber reconhecer quando não podemos fazer uma compra é provavelmente o melhor sinal de autocontrole que podemos ter. Pare de ter medo de dizer “não tenho dinheiro para isso”, a maioria das pessoas às vezes não sabe bem como assumir isso, principalmente estando na companhia de outras pessoas, mas para ter uma vida financeira saudável devemos entender que isso não é um limite, mas sim respeitar nosso orçamento.

Saber reconhecer quando podemos gastar ou não é o que nos ajuda a manter nossas finanças em equilíbrio, evitar dívidas e, a longo prazo, isso nos permitirá desfrutar de outras coisas.

Como Definir um Teto de Gastos (Foto - Pexels)
Como Definir um Teto de Gastos (Foto – Pexels)

Coloque seu dinheiro para render

Depois de entender como definir um teto de gastos você tem que pensar em alternativas para ter estabilidade financeira no futuro! Se sua busca foi apenas “guardar”, você deve pensar em um plano B para sua aposentadoria, pois guardar seu dinheiro perde valor.

Muitas pessoas não investem por medo ou desinformação. Antes de começar a investir, sugerimos que você pesquise muito bem, analise todas as ferramentas de investimento possíveis e escolha aquelas que permitem que você aproveite os juros compostos e, acima de tudo, que atendam às suas necessidades. Se você for um iniciante, recomendamos nosso post sobre como investir do zero.

Como Se Proteger da Inflação Com Investimentos?

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Como Se Proteger da Inflação Com Investimentos?

O aumento contínuo dos preços de bens e serviços é mais do que uma estatística. Ele afeta a vida das pessoas. Com a moeda estável agora, buscamos uma maneira alternativa de saber como se proteger da inflação.

A inflação pode ter um impacto sério em suas finanças pessoais, portanto, é importante tomar medidas para se proteger de seus efeitos. 

Neste artigo, forneceremos algumas dicas e estratégias financeiras práticas para ajudá-lo a se proteger da inflação atual no Brasil.

O que é inflação?

Inflação é um conceito que faz com que os preços em uma economia, geralmente os preços dos bens e serviços de um país, aumentem de forma constante durante um período de tempo. 

Um fenômeno no qual a moeda nacional se deprecia a cada mês, pois com a mesma quantia de dinheiro você pode comprar menos, pagar menos e economizar menos com seu próximo salário.

A inflação é um fenômeno econômico, trabalhista, produtivo e financeiro que afeta e depende de resultados políticos e sociais. Ela é essencial para a qualidade de vida das pessoas, para a classe trabalhista e produtiva do país e para o uso dos recursos públicos.

Como se proteger da inflação

Quando uma economia está presa em um longo e forte processo inflacionário, o poder de compra, a poupança e a capacidade de proteger o valor acumulado tornam-se muito importantes. 

Em teoria, um governo que enfrenta esse cenário administraria os fundos estatais e tomaria decisões para neutralizar a inflação e ofereceria alternativas para evitar que a defasagem aumentasse. 

Eles aumentam as taxas de juros sob certas condições, oferecem bônus e subsídios e preços promocionais. Às vezes o mercado reage “bem” a isso e às vezes reage “mal”. Ou seja, às vezes essas medidas apenas desaceleram o crescimento e, às vezes, simplesmente o aceleram.

Uso de moeda estrangeira

Em economias de moeda dupla ou em países onde a moeda continua a se desvalorizar em relação aos EUA, juntamente com a alta inflação, como na Argentina, onde o dólar é a despesa, muitas pessoas optam por se proteger com dólares. 

As moedas fiduciárias continuam sendo o padrão global para comércio e finanças. Isso pode ser feito convertendo-se as economias anteriores em dólares (tanto em dinheiro bancário quanto em papel-moeda), comprando mais dólares com o excedente da moeda local (em vez de manter pesos) e até mesmo comprando dólares para uso em curto prazo. Entretanto, há países em que a compra de moeda estrangeira é muito restrita.

Uso de stablecoins

As moedas estáveis lastreadas em dólar, como USDT, USDC ou DAI, são excelentes alternativas que podem proteger a economia privada da inflação (o aumento sustentado dos preços de bens e serviços) e desvalorização (a perda de valor da moeda local em relação à moeda nacional).

O USDT é a moeda mais usada, pois oferece as mesmas garantias de estabilidade que o dólar, mas com menos restrições. Ele pode ser usado em qualquer lugar, a qualquer momento e evita restrições de compra de moeda estrangeira porque é tecnicamente um token com valor fixo de US$1, e não dólares.

IPCA

O financiamento direto é considerado a opção mais segura devido à sua abordagem conservadora de investimento. Esse tipo de investimento consiste na compra de títulos públicos emitidos pelo governo. Devido à conexão com os países, as chances de inadimplência são mínimas. 

Atualmente, o Tesouro Direto tem três tipos de títulos, alguns dos quais podem incluir pagamentos semestrais. No caso dos títulos públicos IPCA, que são a melhor proteção contra flutuações inflacionárias, o retorno do investimento é calculado com base em um índice oficial de inflação..

As pessoas que escolhem esse tipo de investimento podem obter o mesmo retorno que obteriam se comprassem um título, mantendo o investimento até o vencimento.

LCI e LCA

O investimento mais popular para proteção contra a inflação geralmente é a LCI do Tesouro, mas também há outras opções para conseguir isso investindo em títulos com uma lógica de retorno semelhante. 

Desse ponto de vista, investir em LCIs e LCAs pode ser uma estratégia benéfica para proteger seu capital contra a desvalorização. 

É importante observar que o Fundo Garantidor de Créditos de Seguros (FGC) assegura investimentos em cartas de crédito de até R$250.000 em caso de não pagamento da renda acordada devido à entidade emissora do título. Como, por exemplo, falência.

Debêntures

Um Debêntures é um instrumento de dívida emitido por uma empresa para fornecer crédito aos investidores. Nesse sentido, é um título que representa a dívida de médio e longo prazo de uma determinada empresa. Essa é uma das estratégias da empresa para levantar capital para executar planos específicos. 

Em vez de tomar emprestado de um banco, eles prometem lhe fornecer financiamento. Os títulos são geralmente investimentos de renda fixa. No entanto, há também dívidas híbridas que têm um componente de pós-fixado e um prefixado. 

Fundos mútuos e ETFs

Se você quiser proteger seu capital da inflação, recomendo que considere investir em fundos mútuos e ETFs. É fundamental ter em mente que essas opções envolvem um nível de risco maior do que as opções anteriores. Portanto, devem ser avaliadas a médio e longo prazo. 

Os fundos que investem em títulos de renda fixa vinculados à inflação, tanto públicos quanto privados, são boas opções porque o objetivo é sempre superar a inflação.

Há também fundos de índice (ETFs) que acompanham um índice específico. Você pode encontrar ETFs baseados no IMA-B, que é o desempenho indexado à inflação dos títulos do governo federal.

O segredo é ser proativo com relação à inflação

Uma inflação descontrolada ou excessivamente alta prejudica tanto o seu bolso quanto a sua poupança. De pouco adiantará se, depois de alguns anos, o dinheiro que poupamos não nos render mais do que cresceu ao longo do tempo. É por isso que é importante poupar com uma estratégia que possa superar a inflação “normal” no longo prazo. Se você quiser superar o nível de 2% em alguns anos, não há necessidade de aumentar significativamente o nível de risco em seu portfólio se a inflação estiver acima desse nível.

Se atingirmos 3% este ano e permanecermos nesse patamar nos próximos cinco anos, a inflação se estabilizará em torno de 2%, o que nos permitirá ter um desempenho superior no médio prazo e superar um 2024 ruim sem correr muito risco. 

Em suma, o objetivo de um portfólio diversificado de títulos e ações com exposição a outros ativos. Como commodities, ouro ou imóveis, é ter um desempenho superior ao longo do tempo sem correr muito risco para evitar esses anos ruins. Suas economias aumentam em valor real ao longo do tempo.

Investir Antes de Quitar as Dívidas: Porque Você Não Deve Fazer Isso?

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Investir Antes de Quitar as Dívidas: Porque Você Não Deve Fazer Isso?

Investir antes de quitar as dívidas? Essa é, sem dúvida, uma das perguntas mais comuns quando se recebe dinheiro extra ou tem economias de sobra.

Às vezes, a solução parece óbvia, mas será que é melhor pagar a dívida? A resposta não é tão simples quanto você imagina, pois na verdade há dois fatores principais a serem considerados.

Antes de tomar uma decisão, há dois aspectos importantes a serem considerados para decidir se é melhor investir ou pagar a dívida.

Devo investir antes de quitar as dívidas?

Quando se trata de paz de espírito financeira, as dívidas geralmente são um dos principais fatores contra. É por isso que o pagamento da dívida deve ser sempre o primeiro passo para a saúde financeira. 

Se você mantiver essa divida, nunca conseguirá definir ou atingir novas metas financeiras. É por isso que você precisa colocar seus negócios em ordem e pagar suas dívidas integralmente.

Há muitos motivos comuns para pedir dinheiro emprestado, incluindo fazer uma compra, cobrir uma despesa inesperada sem economias de emergência ou iniciar um negócio com dívidas.

Não há nada de errado em pedir empréstimos para aumentar suas metas ou lidar com situações repentinas, mas você precisa ter um bom plano para administrar essas dívidas e colher os benefícios do aumento da renda.

O que devo fazer primeiro: pagar a dívida ou investir? 

Para alguns, o cenário ideal é minimizar o ônus da dívida para que possam investir totalmente sem preocupações. No entanto, é importante lembrar que a dívida nem sempre é algo ruim. Se bem administrada, ela lhe dará o ímpeto para atingir objetivos específicos. Um exemplo disso é um empréstimo para aquisição de imóvel residencial, que é um bom empréstimo devido aos benefícios futuros. 

Se estiver se perguntando: o que fazer com seu dinheiro extra? Parabéns, está tomando a decisão certa agora! Em primeiro lugar, você conseguiu economizar dinheiro extra e, em segundo lugar, decidiu não gastar esse dinheiro imediatamente.

Investir ou reduzir dívidas é um problema comum e há várias abordagens a serem consideradas. Examinaremos vários aspectos que explicam ambas as opções e analisaremos diferentes situações que podem influenciar sua decisão. Com isso em mente, baseamos nossas decisões na primeira pergunta importante:

Avaliar o tipo de dívida que você tem

O primeiro passo é saber o que você deve. Não importa se é uma dívida boa ou ruim. Saber isso o ajudará a tomar as medidas corretas. Uma maneira de analisar se a dívida é boa ou ruim é simples. Pergunte a si mesmo e analise o que o beneficiará no longo prazo. Ou seja, o valor que você obtém com ela ou como ela o ajuda a aumentar sua renda ou a manter suas finanças pessoais saudáveis.

A dívida paga por coisas que criam valor a longo prazo, como aumentar seu patrimônio ou ajudá-lo a gerar mais renda. Por outro lado, os empréstimos inadimplentes se distinguem pelo fato de não gerarem nenhuma renda. Em outras palavras, eles se referem a objetos ou itens que são comprados, mas não são necessários na vida cotidiana. Além disso, eles têm uma vida útil curta ou se depreciam rapidamente.

Dívida com juros altos  

Se você perceber que a taxa de juros de sua dívida é alta, é uma boa ideia quitá-la. É importante ter isso em mente, pois esses empréstimos muitas vezes podem causar problemas de pagamento no futuro, já que o efeito dos juros compostos pode afetá-los.

Pode ser usado por pessoas que tenham uma ideia de investimento e estejam procurando um produto que possa gerar renda equivalente aos juros da dívida em um período de tempo muito curto.

Se você tiver uma dívida com juros altos, pode ser importante priorizar o pagamento da dívida em vez de investimentos. Investir o dinheiro que você paga para quitar sua dívida mais tarde pode ser uma opção interessante.

Quando estiver livre de dívidas, você poderá investir o dinheiro que usou para pagar a dívida.

Dívidas com juros fixos  

Se você tiver juros fixos e dívidas de longo prazo (principalmente pagamentos de hipotecas), é importante investir apenas os fundos excedentes, pois isso não coloca seus ativos ou recursos em risco de forma alguma. Como alguém com dívidas com juros altos.

Além disso, esses tipos de empréstimos têm o potencial de oferecer boas oportunidades de investimento com retornos de juros mais altos. 

Se você decidir pagar a dívida em vez de investir  

Depois de saber quais dívidas você tem e decidir quitá-las, é uma boa ideia começar com a dívida que cobra os juros mais altos para que não seja difícil pagá-la.

Concentrar-se na dívida com as taxas de juros mais altas e eliminá-la faz parte de uma técnica chamada “método dos juros mais altos” que pode ajudá-lo a quitar a dívida mais rapidamente.

Se você decidir investir antes de quitar as dívidas

Ao considerar essa opção, significa que sua dívida está sob controle e pode acompanhar seus investimentos. Para começar, é importante pensar em quais são suas metas e o prazo em que deseja alcançá-las. Isso o ajudará a decidir em qual produto investir seu dinheiro. 

Lembre-se de que determinar seu horizonte de investimento é importante para atingir as metas que você definiu para si mesmo. Por exemplo, se você quiser garantir que seu filho tenha uma educação ou se quiser investir na compra de um carro, no primeiro caso, talvez seja melhor pensar em investimentos de longo prazo que lhe permitirão levantar a quantia necessária. No segundo caso, podem ser consideradas medidas de curto ou médio prazo.

Outra opção que pode ser associada a seus investimentos é investir qualquer renda extra que você possa ter em instrumentos que possam lhe dar um retorno maior ou renda adicional e que você possa usar para antecipar o pagamento de suas dívidas. 

Investir antes de quitar as dívidas (Foto - Pexels)
Investir antes de quitar as dívidas (Foto – Pexels)

Escolher entre investir ou reduzir o saldo de sua dívida

Sabemos que os cálculos matemáticos são necessários para escolher a melhor opção, mas eles não são suficientes. Suas circunstâncias pessoais terão um grande impacto em sua decisão, quer você tenha problemas com sua pontuação de crédito, precise de dinheiro extra ou não tenha investido o suficiente para a aposentadoria. 

Lembre-se de que você sempre pode reservar dinheiro extra para investir enquanto quita suas dívidas. Em última análise, é sempre melhor consultar um profissional que possa avaliar sua situação individual e lhe dar uma boa orientação. Entretanto, depois de tomar sua decisão final, você precisará entender a realidade de sua situação financeira.

Conclusão 

Agora que você sabe o que precisa considerar ao tomar a decisão de investir antes de quitar as dívidas, tudo o que resta é adaptá-la às suas necessidades.